Informação: Bancos mudam horários durante verão
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Alguns bancos encontraram no Verão uma oportunidade de agradar seus clientes e criaram ações que facilitam as transações financeiras nesse período.Clientes do Banco Real, por exemplo, além de contarem com horário estendido de atendimento, poderão economizar durante a estação mais quente do ano, já que a instituição aboliu a tarifa cobrada para saques em caixas eletrônicos do Banco24Horas em 30 pontos do litoral brasileiro.
Antes da ação - que dura até 31 de março - os clientes que retiravam dinheiro pelo sistema 24 horas pagavam uma taxa de R$ 1,95 por saque.
Funcionamento
Além disso, o Banco Real estendeu o horário de atendimento dos caixas eletrônicos, que no período funcionarão até a meia-noite.
Já o Banco Santander, por meio do programa Rede Verão, ampliou o horário de funcionamento do auto-atendimento de agências em 50 municípios dos treze estados mais procurados nessa época. No Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Alagoas, Espírito Santo e Pernambuco grande parte das agências funcionará das 6h às 22h e algumas das 6h às 24h.
Clientes de outras instituições bancárias também poderão fazer suas operações no Santander, que até 29 de fevereiro permitirá saques nos terminais e caixas de clientes e não clientes. "Precisamos garantir a qualidade de atendimento tanto para clientes do banco quanto para aqueles que ainda não são", afirma o superintendente de Gestão de Pontos-de-Venda da rede, Francisco Aguilar Filho.
O Banco Nossa Caixa também terá um esquema especial e em janeiro terá a prorrogação do horário de atendimento de aproximadamente 350 agências do estado de São Paulo durante o quarto, quinto e sexto dias úteis, ou seja, dias 7, 8 e 9 deste mês. Essas datas concentram o pagamento de salários a funcionários públicos e, por esse motivo, há maior movimento nas agências. Para saber quais agências funcionarão nesse horário, basta acessar o site do banco.
Internet
O Banco Real irá alterar também o horário de funcionamento do serviço de Internet Banking que receberá, até a meia-noite, pagamentos de contas de consumo como água, luz, telefone e gás. Além da internet, o cliente poderá acessar serviços e produtos bancários pelo Disque Real e Real Celular Banking.
Os demais bancos consultados pela InfoMoney (Itaú, Banco do Brasil, HSBC e Bradesco) não terão programação especial.
Fonte: UOL
Informação: Efeitos do aumento da alíquota do IOF
sábado, 5 de janeiro de 2008
Na última quarta-feira (2), o governo anunciou medidas para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Dentre elas, está o aumento de 0,38% na alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Mas as mudanças podem causar dúvidas aos consumidores.
Segundo o secretário-adjunto da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, nas operações de crédito isentas de IOF não há mudanças. Aquelas reduzidas a zero passaram a contar com alíquota de 0,38% e, nas demais, houve incremento no tributo recolhido.
As modificações foram publicadas, por meio do decreto 6.339, na noite de quinta-feira (3), no DOU (Diário Oficial da União).
No caso do crédito imobiliário concedido para a compra de unidades residenciais, o consumidor está isento do imposto - não será penalizado pelas modificações. O IOF também não incide no leasing, por não ser caracterizado como operação de crédito. Para que você entenda melhor as mudanças, veja abaixo quais as operações que sofreram alteração.
Alíquotas com alta de 0,38%
Na compra de imóvel comercial por pessoa física, a alteração é para cobrança de 3% ao ano de IOF mais 0,38% sobre o valor da operação. Já para as pessoas jurídicas, a alíquota mudou para 1,5% sobre o prazo mais 0,38% do valor da operação. No caso de financiamentos de carro, uso do cheque especial e outras modalidades de crédito direcionadas a pessoas físicas e já tributadas, houve aumento do IOF diário de 0,0042% para 0,0082% (de 1,5% ao ano para 3% ao ano), além de nova incidência do IOF, em 0,38%, sobre o total emprestado. Com relação ao cartão de crédito, só há cobrança de IOF quando não for feito o pagamento integral da fatura no dia do vencimento. Em parcelamento de contas no cartão, quando há incidência de juros, também incidirá o imposto. No plástico internacional, a alíquota passou de 2% para 2,38%.
Empréstimos feitos no exterior, com prazo médio de 90 dias, passam de 5% para 5,38%.Operações de seguros privados com assistência a saúde subiram de 2% para 2,38%. Nas demais operações, sem considerar aquelas em que a alíquota era zero (dentre elas resseguros e de vida*), o valor sobe de 7% para 7,38%.
Alíquotas reduzidas a zero
Enquanto algumas alíquotas eram cobradas e tiveram incremento de 0,38%, outras eram reduzidas a zero e também sofreram a mesma alta. Veja abaixo quais são as operações de crédito inclusas:
Realizadas por cooperativas e seus associados;
À exportação, bem como de amparo à produção ou estímulo à exportação;
Crédito rural, destinado ao investimento, custeio e comercialização;
Penhor civil de jóias, pedras preciosas e outros objetos;
Crédito realizado por instituição financeira, referente ao repasse de recursos para o Tesouro Nacional destinado ao financiamento de abastecimento e formação de estoques reguladores;
Efetuadas com recursos da Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial);
Crédito realizado com amparo da Política de Garantia de Preços Mínimos;
Operações que usam títulos como garantia;
Relativas a transferências de bens objetos de alienação fiduciária, com sob-rogação de terceiros nos direitos e obrigações do devedor, desde que mantidas todas as condições financeiras do contrato original;
Relativas a adiamento sobre o valor do resgate de apólice de seguros de vida individual e de título de capitalização;
Relativas a adiantamento de contrato de câmbio de exportação;
Relativas a aquisição de ações ou de participação em empresa, no âmbito do Programa Nacional de Desestatização;
Crédito resultante de repasse de recursos do fundo ou programa do Governo Federal vinculado à emissão pública de valores mobiliários;
Realizada por agente financeiro com recursos de programas federais, estaduais e municipais com a finalidade de implementar programas de geração de emprego e renda;
*No caso dos seguros, os seguintes casos subiram em 0,38% a cobrança de IOF: resseguro; seguro obrigatório habitacional do Sistema Financeiro de Habitação; de crédito à exportação e de transporte internacional e mercadorias; referente à cobertura de riscos relativos ao lançamento e à operação de satélites Brasilsat I e II; em que o valor dos prêmios seja destinado ao custeio dos planos de seguro de vida com cobertura por sobrevivência; DPVAT, seguro de vida e congêneres e de acidentes de trabalho.
Cheque especial
De acordo com a Receita Federal, no caso de cheque especial, o IOF é cobrado sobre o saldo devedor apurado até o último dia do mês. Incide, ainda, 0,38% sobre os acréscimos realizados ao saldo devedor durante o mês.Se o saldo devedor do último dia do mês anterior (que é transferido para o 1º dia do mês subseqüente), for de R$ 1 mil e assim permanecer até o último dia do mês corrente, o IOF será calculado: 0,0082% sobre R$ 30 mil (somatório do saldo devedor de 30 dias) mais 0,38% sobre R$ 0 (não houve acréscimo de saldo devedor). Porém, se houver novo débito no dia seguinte no valor de R$ 500,00 (passando o saldo devedor para R$ 1.500,00), o IOF será cobrado: 0,0082% sobre R$ 44.500,00 (R$ 1 mil x 1 + R$ 1.500 x 29) mais 0,38% sobre 500,00 (acréscimo de saldo devedor no mês). Isso significa que o saldo devedor no final do mês transferido para o mês seguinte não sofrerá nova incidência de IOF a 0,38%.
Fonte: Uol
Informação - Tributos representam 46,33% da conta de luz
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
O peso da carga tributária na conta de luz foi de 46,33% em 2006, o que mostra uma tendência de aumento da cobrança de encargos e tributos em energia elétrica, segundo mostrou atualização de estudo realizado pela Pricewaterhouse Coopers, em parceria com o Instituto Acende Brasil, e divulgado na quinta-feira (20).
De acordo com os dados, coletados de 54 empresas do setor - que correspondem a 64% da capacidade de geração, 80% da receita da transmissão e 84% da venda das distribuidoras, do total de impostos cobrados, 13,29% são federais, 21%, estaduais e 0,06%, municipais. Além disso, 1,85% corresponde a encargos trabalhistas e 10,12%, a encargos setoriais.
Evolução
De acordo com o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, a carga tributária brasileira continua a ser uma das mais altas do mundo. Veja abaixo a evolução da incidência dos impostos na conta de luz desde 2001:
Ano Tributação
2001 40,23%
2002 35,91%
2003 42,24%
2004 44,76%
2005 43,70%
Fonte: Pricewaterhouse Coopers
O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) foi o principal responsável pela elevada carga tributária paga na conta de luz e esta situação se agravou em 2006, quando a arrecadação aumentou 6,13%, ante 5,6% registrados no setor. "Por isso, permanece o nosso desafio, em especial, aos governos estaduais, de redução gradual do ICMS, levando-o ao patamar médio de 15%", disse Sales.
Entre os impostos federais, a maior alta foi na cobrança do Pis/Pasep, que passou de 0,98% em 2005 para 1,46% em 2006, um aumento de 49% na alíquota, por conta do sistema não-cumulativo. Para Cláudio Sales, a desoneração tributária no setor elétrico construiria um sistema mais racional e socialmente justo, "em função da essencialidade da energia elétrica e pelo impacto positivo que causaria não só sobre a cadeia de insumos produtivos, mas também sobre a renda da população".
Fonte: infomoney
Informação: Bovespa ganha força no final
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo ganhou força no final do pregão e encerrou a quarta-feira em alta de 1%.O avanço das ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Petrobras contribuiu para o pregão positivo.
O Ibovespa fechou em alta de 1,02%, aos 61.721 pontos."O final do dia foi impulsionado por ajustes de carteira", afirmou o assessor de investimentos de uma corretora em São Paulo. "Ontem o mercado já tinha corrigido uma parte do exagero (em perdas) da semana passada e hoje ajustou mais."O volume financeiro foi de R$ 5,38 bilhões -um pouco abaixo da média de R$ 6 bilhões dos últimos dias, excluindo o exercício de opções do início da semana."A volatilidade de ontem foi muito grande e assustou alguns investidores, que esperam algum sinal melhor para entrar (no mercado de novo)", afirmou durante a tarde Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.
Nos Estados Unidos, as principais bolsas de valores operavam com pequenas variações poucos minutos antes do fechamento. Mais cedo, Wall Street esboçou alta refletindo o desempenho de ações de energia.
Além disso, a notícia de um fundo chinês injetando US$ 5 bilhões no Morgan Stanley ofuscou a divulgação de forte perda da instituição no quarto trimestre.
Para Américo Reisner, operador da corretora Fator, a bolsa "pode ter algum espaço para mais recuperação" nos próximos dias, uma vez que já foram divulgados os principais balanços de bancos norte-americanos --aguardados com ansiedade pelo impacto que sofreram com a crise do setor imobiliário. "Mas a volatilidade continua", ponderou.DestaquesEntre os destaques do Ibovespa, as ações da Petrobras avançaram 3,2%, para R$ 81,33, e as da CSN tiveram ganho de 7,15%, a R$ 152,51.
Na véspera, a CSN anunciou que vai investir R$ 9,5 bilhões nos próximos seis anos em siderurgia, mineração e cimento em Minas Gerais.
A divulgação ocorreu no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido da Vale de anular a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que obriga a mineradora a abrir mão do direito de preferência do minério excedente da mina de Casa de Pedra direcionado para exportação ou vender a mineradora Ferteco.
Com a decisão, a Vale deve abrir mão da mina, já que manifestou intenção, à época da decisão do Cade, de não vender a Ferteco."Essa alta da CSN foi por conta da Casa de Pedra", acrescentou o diretor da Novação.
Fonte: Uol
Crônica: Juros Compostos e a mágica da multiplicação
sábado, 15 de dezembro de 2007
Por José Inácio
Os juros significam a remuneração que o dono do dinheiro recebe por postergar o seu consumo.
Se não quero consumir hoje, empresto meu dinheiro a alguém e em troca disto recebo uma contrapartida por não poder usar momentaneamente este dinheiro para mim. É isto que acontece quando aplicamos em fundos de investimentos, em títulos do governo ou emprestamos dinheiro a um amigo. Posso também comprar ações de empresas na Bolsa de Valores ou investir de meu próprio negócio. Tornando sócio de algum empreendimento, "empresto" assim meu dinheiro em troca de dividendos futuros e apreciação no valor do meu negócio ou das ações no mercado.
Suponhamos que eu invista R$1.000 em uma aplicação que me dê 1% ao mês, e para facilitar o raciocínio consideremos a ausência de custos de transação, impostos e que não hajam aportes ou resgates além desta taxa seja constante ao longo do tempo.
Assim, no final do primeiro mês de aplicação, terei os R$1.000 mais 1% de juros do período totalizando R$1.010. No final do segundo mês, terei os R$1.010 somado a 1% capitalizados sobre esta quantia, o que dá R$1.020,10. Consequentemente, ao final do mês 3, terei o capital que tinha ao final do segundo mês (R$1.020,10) somado a 1% capitalizados sobre esta quantia totalizando assim R$ (1.030,30) e assim sucessivamente.
Os valores abaixo representam quanto 1% ao mês sobre um capital inicial de R$1.000 totaliza nos prazos de:
12 meses (1 ano): R$1.126,83
24 meses (2 anos): R$1.269,73
36 meses (3 anos): R$1.430,77
48 meses (4 anos): R$1.612,23
60 meses (5 anos): R$ 1.816,70
120 meses (10 anos): R$3.300,39
180 meses (15 anos): R$5,995,80
Note que, no primeiro ano meu dinheiro rendeu R$126,83 (R$1.126,83 - R$1.000,00). Já no segundo o montante cresceu R$142,90 (R$1.269,73 -R$1.126,83). Do segundo para o terceiro ano tivemos R$161,04 (perceba que os rendimentos são crescentes). Veja também que nos cinco primeiros anos tivemos um rendimento total de R$816,70 (R$1.816,70 - R$1.000) e nos cinco anos seguintes o rendimento foi de R$1.483,30 (R$3.300,39 - R$1.816,70) e finalmente, do ano 11 ao ano 15 tivemos R$2.695,41 (R$5.995,80 - 3.300,39). Por que, num mesmo período de tempo, os rendimentos são tão diferentes?
Isto ocorre porque a capitalização se dá sempre em cima do montante imediatamente anterior e não do montante inicialmente aplicado . Os R$126,83 se capitalizaram a partir de R$1.000, porém os R$142,90 se capitalizaram sobre R$1.126, 83 e assim sucessivamente.
Supondo agora se a taxa de juros de 1,5% sobre o mesmo valor inicial (R$1.000), teríamos o seguinte:
12 meses (1 ano): R$1.195,61
24 meses (2 anos): R$1.429,50
36 meses (3 anos): R$1.709,14
48 meses (4 anos): R$2.043,48
60 meses (5 anos): R$ 2.443,22
120 meses (10 anos): R$5.969,32
180 meses (15 anos): R$14,584,37
Veja que, com apenas 0,5% de acréscimo na taxa de juros mensal, no final de 10 anos o valor acumulado é quase de 81% (comparando R$5.969,32 com R$3.300,39) e ao final de 15 anos esta diferença aumenta para 143%, ou seja, é quase 2 vezes e meia maior (comparando R$14.584 com R$5.995).
Para se ter uma idéia, R$1.000 aplicados a uma taxa de 2% totalizarão R$35.320 em 15 anos. Os mesmos mil reais aplicados a 3% ao mês durante os mesmos 15 anos, atingirão incríveis R$204.503!
Esta estória, além de ilustrar o poder mágico dos capitalização composta dos juros, deixa a lição de que é muito melhor jogar no time do investimento que do endividamento. Em outras palavras, se a pessoa é investidora, as contas acima estão a seu favor. Se a pessoa é endividada, tudo isso é contra ela.
Supondo que os juros do cartão de crédito são de cerca de 6% a.m. Se você deve hoje R$500 à administradora do cartão, no próximo mês a sua conta é de R$530, daqui 6 meses será de R$709 e em um ano o seu débito pulará para R$1.066. Após dois anos, R$2.024 é o que você deve pagar e daqui cinco anos a conta explode para R$16.500! Exatamente: uma dívida de R$500 se transformou em R$16.500.
Eis o fogo. Alguns usam a sua energia para o seu conforto e bem estar, outros optam por carbonizar-se.
Informação - Pense bem nas compras de Natal
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Diante da grande quantidade de ofertas de Natal, fica impossível resistir às compras, e a maioria das pessoas acaba parcelando os gastos.
Em alguns casos, os lojistas anunciam que não estão cobrando juros no parcelamento, mas, na prática, acabam embutindo o valor dos juros na prestação. Por mais que na etiqueta do produto o valor seja o mesmo, informe-se se a varejista não oferece desconto na compra à vista. Se houver desconto, então você está, sim, pagando juros.
Outra estratégia utilizada é a de alongar o prazo dos financiamentos, de forma a reduzir o valor da prestação mensal e atrair novos consumidores. Evite cair neste tipo de armadilha, pois mais importante do que a prestação caber no seu orçamento é o quanto você está gastando com juros. Faça as contas, muitas vezes o melhor é simplesmente deixar de comprar.
Pague à vista e negocie desconto
Pagar à vista é sempre a melhor opção, mas às vezes diante de tantas formas distintas de pagamento, acabamos nos confundindo. Só é possível ter certeza de que não há juros embutidos se você souber o valor do preço à vista.
Diante da possibilidade de receber o pagamento à vista e não correr risco de inadimplência, a maioria das varejistas oferece descontos para quem paga à vista. Como era de se esperar, os descontos variam bastante, mas percentuais entre 5% e 10% são mais comuns. Porém, nada impede que você pechinche e tente obter um desconto maior. Mas, se você não perguntar se é oferecido desconto, então certamente irá achar que o parcelamento é mais vantajoso.
Diferença cresce com prazo
No momento, a taxa média cobrada nos crediários é de cerca 6% ao mês. Porém, engana-se quem acredita que essa taxa é válida para todos os financiamentos. Muitos varejistas se protegem do risco de inadimplência, cobrando juros mais altos em financiamentos de prazo mais longo. E isso faz muita diferença em termos do desembolso total, sobretudo quando comparamos com a compra à vista com desconto.
Não bastasse a diferença na taxa de juro, o simples fato de financiar por um prazo maior automaticamente faz com que você gaste mais com juros. Daí a importância de se tentar ao máximo evitar financiamentos por mais de seis meses. Na tabela abaixo comparamos o custo total de se financiar por 6 ou 12 meses, um produto de R$ 500.
Porém, como na compra à vista você poderia receber um desconto de 5%, o que reduziria o custo da compra para R$ 475. Ao final da tabela, calculamos a diferença da compra financiada em relação a esse valor:
Prazo 6 meses 12 meses 12 meses
Taxa de juros 6,0% am 6,0% am 6,5% am
Prestação R$ 101,7 R$ 59,63 R$ 61,28
Custo total R$ 610 R$ 716 R$ 735
Gasto a mais R$ 110 R$ 216 R$ 235
Em % 22% 43% 47%
Como é possível observar na tabela acima, para um bem de R$ 500 a economia pode variar entre R$ 110 e R$ 235, dependendo do prazo de financiamento e da cobrança, ou não, de taxas diferenciadas. Nunca é demais lembrar que quanto maior o valor do bem e o prazo do financiamento, maiores as diferenças em favor do pagamento à vista.
Fonte- Infomoney
Crônica: Jingle Bells
domingo, 9 de dezembro de 2007
Por Jose Inacio
Sou cristão, embora não seja católico, mas sinto arrepios quando começo a ver luzes nos pinheiros e escutar temas natalinos em comerciais. Mas nada comparado ao pavor que tenho de ir ao shopping nesta época, durante a qual prefiro seguir na contra-mão do senso comum e me abster do consumismo desenfreado que parece envolver a todos.
Há duas semanas atrás fui assistir o filme Tropa de Elite no cimena em um dos shoppings de minha cidade. Ainda faltavam quatro semanas para as festas natalinas, e naquele domingo às 15:00 só pude encontrar vaga para estacionar meu carro a uns 600 metros do portão de entrada dos cinemas. E tive sorte.
É impressionante. Vivemos em um país onde muitas pessoas ganham para a subsistência e para sustentar a política que nos chicoteia o lombo todos os dias, temos taxas de juros ao consumidor a níveis ainda muito altos e se vê milhares de pessoas dentro de um shopping com sacolas e caixa de compras até a cabeça, me remontando àqueles filmes de madames de Beverly Hills.
Tem alguma coisa errada. Isto cheira a ranço terceiro-mundista. Brasileiro com décimo-terceiro no bolso é como raposa faminta no galinheiro. Se entopem de comer, devorando inclusive as genitoras do seu alimento de amanhã. Mas nada parece saciar nosso instinto imediatista, nossa extrema necessidade de auto-afirmação no nosso meio. Se o décimo-terceiro não dá, aproveitemos os planos de 99 meses para nos presentearmos com uma nova lata de sardinha motorizada (embora carro no Brasil seja vendido a preço de caviar) ou então parcelemos os presentes de nossos queridos e pseudo-queridos no crediário até o Natal de 2009. Afinal, se já planejamos começar o regime e realizar o exame de próstata em 2008, nesta cesta de abacaxis do ano novo mais umas continhas não vão fazer diferença. Depois a gente dá um jeito mesmo....